Poupança x crise

“Há males que vêm pra o bem”, conhece? E se pensarmos no contrario, como que imaginando algum bem que se mal empregado se torna mal? A informação do BC dá conta que a caderneta de poupança apresentou saldo positivo em sua captação líquida do mês de maio. Simplificando, entrou mais dinheiro na poupança do que saiu.
Então o brasileiro começou efetivamente a poupar? Sim! Certo, mas o que isso tem a ver com os males ou com algo interessante que mal empregado pode estragar? A notícia, se analisada no contexto geral, é boa, mas podemos também mostra como o brasileiro ainda desconhece o mercado financeiro e, assim, não busca oportunidades de investir melhor e ter rentabilidades mais atraentes.
A inflação aparece para complicar a equação.
Se você acompanhou o Dinheirama nas últimas semanas, provavelmente percebeu que um tema vem sendo amplamente discutido: a inflação. Para o investidor, ela é um dificultador enorme, pois o obriga a batalhar sempre mais, de forma a vencer o custo de vida.
Com saldo positivo de R$ 1,096 bilhão em maio, e compensando déficit de R$ 1,848 bilhão apurado em abril, a poupança registrou rentabilidade de 0,54%, enquanto a inflação, aqui medida através do IGP-M, chegou a 1,61%.
No acumulado do ano a poupança sustenta uma rentabilidade de 2,9%, enquanto o IGP-M chega a 4,74%. Isso significa que o retorno real da poupança é negativo, já que sua rentabilidade não é suficiente para cobrir a elevação no custo de vida.
Então trata-se de um péssimo negócio?
Se por um lado o brasileiro começa a poupar, ele ainda não percebeu que caderneta de poupança não deve ser o investimento mais utilizado em épocas de alta de preços e inflação. Outras alternativas, como os títulos públicos atrelados à inflação, são mais interessantes.
Em seu recente artigo “Inflação versus investimentos pessoais”, o Navarro adiantou-se na análise sobre o efeito que a inflação causa ao retorno sobre os investimentos:
“Fica fácil notar que, em média, só as aplicações em ações venceram o IGP-M medido até o mês passado. Isso significa que todo o retorno médio de suas aplicações, até agora, não conseguiu garantir a manutenção de seu custo de vida ou poder de compra. Essa razão, sozinha, já é um grande incentivo para que análises como as usadas neste artigo passem a fazer parte do cotidiano de mais brasileiros”
A frase foi dita em um contexto geral de investimentos. Vale lembrar que mesmo alguns fundos e os CDBs tiveram rentabilidade inferior à escalada da inflação, mais ainda sim com perdas menores que as da poupança.
Poupança como uma opção de reserva
Trate a caderneta de poupança como uma boa opção para um fundo de reserva. Um local seguro e de alta liquidez, que pode ser seu porto seguro em momentos de necessidade, evitando empréstimos e o uso indiscriminado do crédito pessoal.
Tags: banca banco bradesco caixa itau poupanca poupança
Auf 18-11-2008 17:21 gepostet | 3  Kommentare | 0 als Favorit gewählt | 0 Zeiten wurden als unpassend markiert
 

 Kommentare

#1     E não pode acontecer como no plano Collor?
è só uma pergunta.. digamos... preventiva.

Tkz!
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Giu Vicente
Auf 28-11-2008 00:09 gepostet
#2     A gente sempre tem esse medo, lembrando do plano Collor e de todo o dinheiro que foi "perdido".

Mas acredito que hoje em dia as chances de algo da mesma magnitude acontecer é muito baixa, com essa idéia eu uso sim a caderneta de poupança como reserva.
Auf 05-03-2009 17:45 gepostet
#3     O duro é realmente a relação inflação/rentabilidade da poupança, mas se pensarmos que em alguns investimentos de risco baixo - como a renda fixa e o DI -, cuja rentabilidade supera em menos de 1% a da poupança, há a tributação pelo IRPF, a vantagem de um fundo seguro ainda fica com a poupança.
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Para o alto e avante!
Auf 08-03-2009 21:02 gepostet

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